Acervo de Goshuins

Já recebi o goshuin deste lugar? Como conferir no registro ao voltar a um templo ou santuário

Ao voltar a um templo ou santuário, três coisas pedem confirmação: se você já recebeu um goshuin ali, se tem outro goshuin do mesmo lugar e em qual caderno e em qual página ele está. Se o registro puder ser buscado pelo nome do templo ou santuário ou pela leitura, listar os goshuins daquele lugar da data da visita mais recente para a mais antiga e mostrar o caderno e a página de cada um, dá para responder às três antes de entrar no recinto. Há templos e santuários com o mesmo nome em todo o Japão, às vezes até com a mesma leitura, então acrescente uma palavra com a cidade onde ficam e você não vai confundir um com o outro.

Publicado: (última atualização: ) por 友田 陽大 (desenvolvedor do Acervo de Goshuins)

Os pontos principais deste artigo

  • Ao voltar, três coisas escapam da memória: se você já recebeu o goshuin, se tem outro goshuin daquele lugar e em qual caderno e página ele está
  • Faça o registro poder ser buscado pelo nome e pela leitura, aparecer da data da visita mais recente para a mais antiga e mostrar o caderno e a página
  • Há templos e santuários com o mesmo nome em todo o Japão, às vezes com a mesma leitura, então anote a cidade para distingui-los
  • O goshuin recebido numa nova visita não é necessariamente igual ao da vez anterior, e a visão e as orientações variam de um templo ou santuário para outro
  • Um goshuin diferente do anterior não substitui o registro antigo: fica como um registro à parte, com a data da visita daquele dia

Este artigo trata de uma coisa só: como conferir no seu registro, ao voltar a um templo ou santuário, o goshuin que você recebeu antes. O que cada lugar concede, o horário de atendimento e a etiqueta para pedir um goshuin ficam fora do assunto.

Como conferir se você já recebeu o goshuin de um lugar que está visitando de novo?

Busque no registro pelo nome do templo ou santuário ou pela leitura e veja a data da visita, o caderno e a página do que aparecer: você confere sem folhear o caderno. Conferir só com os cadernos de papel significa folheá-los página por página, e, se você tem três, são três cadernos inteiros.

Enquanto os lugares visitados são dez, dá para guardar de cabeça. Com trinta, cinquenta, você até chega a “acho que já estive aqui”, mas não a “se recebi o goshuin daquela vez” nem a “em qual caderno ele está”.

Para a conferência, basta que o registro tenha o nome e a leitura, a data da visita e o caderno e a página. Se você ainda não tem registro nenhum, pode começar pelo passo a passo para montar a data da visita e o caderno a partir das fotos acumuladas.

As três situações em que você fica sem saber ao voltar

O que atrapalha ao voltar são três coisas: “se já recebeu o goshuin”, “se tem outro goshuin do mesmo lugar” e “em qual página de qual caderno ele está”. Cada situação pede campos um pouco diferentes no registro.

Situação O que você quer saber O que o registro precisa ter
Se já recebeu Se existe ao menos um registro daquele lugar e, se existir, de quando Nome, leitura, data da visita
Se tem outro goshuin Quantos registros aquele lugar tem e que goshuin é cada um Um registro por goshuin, nota
Em qual caderno e página Onde abrir o caderno de papel para ver o original Caderno, página

Você não sabe se já recebeu

O nome do lugar você pode até lembrar, mas a diferença entre a vez em que só fez a visita e a vez em que recebeu o goshuin raramente fica na memória. Um único registro com data da visita já responde ao mesmo tempo que você recebeu e quando. Um registro com a data da visita em branco não responde ao “quando”, então preencha-a antes usando o passo a passo para estreitar a data da visita pela data da foto e pelas fotos vizinhas.

Você não sabe se tem outro goshuin do mesmo lugar

Há templos e santuários com vários pavilhões ou santuários menores, e cada um concede o próprio goshuin. Se, anos atrás, você recebeu só um deles ou os dois, o nome do lugar sozinho não diz. Registre um registro por goshuin e escreva na primeira linha da nota algo que os diferencie, como o nome do pavilhão; assim, ao listar os registros daquele lugar, você distingue um do outro.

Você não sabe em qual página de qual caderno ele está

Saber que recebeu não adianta muito se, na hora de rever o original, você não sabe onde ele está no caderno: acaba folheando do mesmo jeito. Com o caderno e a página registrados, só existe um lugar para abrir. Por que manter a unidade “caderno” está em “Como manter cadernos e páginas sem misturar, mesmo quando os cadernos se multiplicam”.

Para as folhas pré-escritas que você guarda sem colar, anote na nota onde elas estão guardadas, no lugar do caderno e da página. Com o nome de uma pasta ou o número de uma caixa, o lugar a abrir fica definido, como no caderno. Como organizar as folhas pré-escritas que continuam num maço está em “A ordem para identificar e organizar um maço de folhas pré-escritas”.

O que o registro precisa ter para conferir na hora?

Três coisas: poder buscar pelo nome e pela leitura, listar os registros do mesmo lugar na ordem da data da visita e mostrar o caderno e a página. Numa agenda de papel, numa planilha ou num app: com essas três, qualquer um serve para conferir ao voltar. Onde manter a lista: agenda, planilha, app ou papel está comparado em outro artigo.

  • Poder buscar pelo nome e pela leitura. O nome no goshuin é escrito a pincel, e muitas vezes você não consegue lembrar os ideogramas exatos. Com a leitura registrada, dá para buscar pela leitura, sem depender dos ideogramas. Se você escrever o mesmo lugar ora de um jeito, ora de outro (por exemplo, ora com “-jinja”, ora com “-sha” no fim do nome), os registros não aparecem juntos, então padronize: um lugar, uma grafia.
  • Os registros do mesmo lugar ficam na ordem da data da visita. Se o resultado vier na ordem em que você registrou, você tem de procurar de novo qual foi a última vez. Da data da visita mais recente para a mais antiga, o primeiro da lista é a vez anterior.
  • Mostrar o caderno e a página. Não deixe o registro terminar nele mesmo: mantenha um caminho de volta até o lugar no caderno de papel.

Faça a conferência antes de entrar no recinto ou depois de sair, e não fique mexendo no celular por muito tempo diante do balcão onde se recebe o goshuin. Com um registro que se busca por poucas letras do nome ou da leitura, dá tempo.

E quando há templos ou santuários com o mesmo nome em vários lugares?

Buscar só pelo nome mistura os registros de lugares homônimos em outras regiões, então acrescente a cidade onde fica cada um para distingui-los. Acontece de o “já recebi aqui” ser, na verdade, de um lugar com o mesmo nome visitado numa viagem.

Há santuários e templos com o mesmo nome por todo o país, e os mesmos ideogramas podem ter leituras diferentes conforme a região. Quando um lugar do bairro e um lugar visitado numa viagem têm o mesmo nome, só a lista não diz de qual deles é cada registro.

Para distingui-los, acrescente duas coisas ao registro.

  1. Registre a leitura. Se os ideogramas são iguais mas a leitura é diferente, a leitura separa os dois na busca. Mas muitas vezes a leitura também é igual, então isso sozinho não basta.
  2. Acrescente uma palavra com a cidade onde fica. Numa tabela, crie uma coluna para a localização. Numa ferramenta em que não dá para criar colunas, coloque a cidade entre parênteses depois do nome, como “(cidade tal)”. O importante é que ela apareça ao lado do nome na lista de resultados.

Um registro com a cidade e a data da visita lado a lado também passa, com uma sequência de visitas a lugares do bairro, a dar uma ideia da região onde você mora. Quais registros tirar antes de mostrar a alguém está reunido em outro artigo.

E se o goshuin da nova visita for diferente do anterior?

Se você receber um goshuin diferente do anterior, não reescreva o registro antigo: guarde o novo como um registro à parte, com a data da visita daquele dia. Com os dois lado a lado, basta comparar as fotos para saber o que mudou e quando.

O goshuin recebido numa nova visita não é necessariamente igual ao anterior. Quem escreve pode ter mudado, os caracteres escritos ou os carimbos podem ser outros, e o que antes era escrito direto no caderno pode vir como folha pré-escrita. Por que mudou não é algo que quem visita possa concluir por conta própria, e a forma de lidar com isso varia de um templo ou santuário para outro.

Se você sobrescrever o registro anterior e juntar tudo num só, perde o “desde quando está diferente”. Mesmo quando recebe o mesmo goshuin da vez anterior, guardar um registro por visita permite saber depois quantos anos se passaram desde a última.

No app que eu desenvolvo

No “Acervo de Goshuins”, o app que eu desenvolvo, buscar pelo nome do templo ou santuário ou pela leitura lista os goshuins dos lugares cujo nome contém o que você digitou, da data da visita mais recente para a mais antiga, e cada linha mostra em qual caderno e em qual página ele está. A conferência antes de voltar a um lugar se resume a digitar algumas letras do nome ou da leitura.

  • Dá para buscar pelo nome do templo ou santuário, pela leitura, pela nota, pela data da visita na era japonesa (por exemplo, “Reiwa 3”) e pelo tipo, e a busca não diferencia hiragana de katakana nem caracteres de largura inteira de caracteres de meia largura.
  • Cada linha do resultado mostra o nome do templo ou santuário, a data da visita na era japonesa, o nome do caderno e a página, e a primeira linha da nota. Escreva de forma curta, na primeira linha da nota, algo como o nome do pavilhão, e você distingue os registros direto na lista.
  • Um templo ou santuário pode ter vários goshuins, cada um com a sua data da visita. Não há limite de registros.
  • Ao digitar o nome de um templo ou santuário, os que você mesmo já adicionou antes aparecem como sugestão, então você não acaba cadastrando o mesmo lugar de novo com outra grafia.
  • Todos os registros ficam no aparelho e a busca não usa a internet, então funciona mesmo onde o sinal é fraco. O que “guardar no aparelho” e “não se comunicar” querem dizer, e como conferir cada um, está explicado separadamente em outro artigo.

Há também o que ele não faz. As linhas do resultado não mostram a localização, então, para distinguir lugares com o mesmo nome, acrescente a cidade ao nome, como mostrado acima. O app não tem informações sobre o que cada lugar concede nem sobre o atendimento. Também não tem uma função para procurar templos e santuários perto de onde você está, e não pede permissão de localização. Ele também não sincroniza os registros com o aparelho de alguém da família.

O primeiro caderno não exige compra e aceita registros sem limite. Se você tem dois ou mais cadernos de goshuins, os cadernos a partir do segundo podem ser criados com o “Acervo Completo”, de pagamento único. O que a compra libera está reunido nas informações de preços, e o preço é o que a App Store mostra.

Aliás, a leitura e a localização são campos que dá para pesquisar e acrescentar depois de o registro existir. Como separar os campos que dá para acrescentar depois dos que só podem ser guardados no dia é assunto de outro artigo.

Perguntas frequentes

No mesmo templo ou santuário, posso receber de novo o mesmo goshuin da vez anterior?
Não existe uma regra que valha para todos os lugares. Há quem receba um goshuin a cada nova visita, e há quem receba só os que forem diferentes da vez anterior. A visão e as orientações variam de um templo ou santuário para outro, então, se isso preocupa você, leia o aviso afixado no dia e pergunte no escritório — o shamusho, num santuário, ou o nokyosho, num templo. O registro é o material para você se lembrar, nessa hora, do que aconteceu da vez anterior.
Como confiro os goshuins que recebi antes de começar o registro?
Nesse caso, você vai folhear o caderno de papel procurando o nome do templo ou santuário. Não precisa registrar tudo de novo de uma vez: registre antes só os lugares que você já pretende visitar de novo, e essa próxima visita estará coberta. O resto pode ser acrescentado um caderno por vez, quando você tiver tempo.
Como escrevo um templo ou santuário cujo nome oficial é diferente do nome pelo qual costumo chamá-lo?
No campo do nome do templo ou santuário, escolha um único nome — aquele que você vai digitar quando for procurar depois — e coloque o outro (o nome oficial da placa no recinto, por exemplo) na nota; assim, qualquer um dos dois encontra o registro. Se a grafia estiver padronizada na lista, os registros do mesmo lugar aparecem juntos.
Quando visitamos em família, não sei mais no caderno de goshuins de quem cada goshuin ficou. Como registrar isso?
Coloque no nome do caderno uma palavra que identifique o dono; assim, ao buscar um registro, você vê de quem é o caderno junto com o nome dele. No papel, escrever o nome no verso da capa ou na folha de guarda mantém o caderno e o registro correspondendo um ao outro.
Tenho registros de anos atrás com a data da visita imprecisa. Eles servem para conferir numa nova visita?
Servem. Para conferir só se você já recebeu o goshuin, um registro que indica apenas o ano já basta. Mas, para distinguir uma data certa de uma estimativa quando você quiser saber quantos anos se passaram desde a última visita, escreva “estimada” na nota de toda data que você lançou por estimativa.